MUSEU INIMÁ DE PAULA

Após alguns anos de sonhos e muito empenho o Museu Inimá de Paula se tornou realidade e está competentemente instalado no belo edifício do antigo Clube Belo Horizonte e Cine Guarani.


São cinco andares em 3600m2, com três grandes salões de exposições, mezanino, cine-teatro, café-bar, lounge, atelier do artista e administração.


É um espaço projetado com possibilidade de abrigar qualquer mostra, construído e equipado para grandes exposições ou eventos, possui um sistema de iluminação automatizado e versátil, sistema audiovisual diferenciado e de alta qualidade, câmeras de segurança e ar condicionado central em todo o edifício.


Externamente foi feita a restauração completa do projeto original do arquiteto Rafaello Berti feito em 1926. Internamente uma interferência radical no edifício integrando seus quatro pavimentos principais através de um rasgo vertical em todo o prédio até o teto onde foi projetada uma escada escultórica sob uma pirâmide de vidro que ilumina todo o edifício a partir da cobertura. Tudo isso com o competente acompanhamento da Gerencia de Patrimônio da Prefeitura de BH e devidamente aprovado pelo Conselho de Patrimônio Histórico de Belo Horizonte.


A idéia desta obra foi lançada em 2004 pelo empresário Mauro Tunes presidente da Fundação Inimá de Paula, durante o lançamento do primeiro livro que catalogou as obras do artista. Idéia que depois de muito trabalhada, inclusive com um projeto virtual do que deveria ser o Museu, conseguimos através do importante e decisivo apoio da Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais, Eleonora Santa Rosa, sensibilizar o governador Aécio Neves para a importância desse empreendimento. Conseqüentemente o governo cedeu em comodato à Fundação este imponente edifício tombado pelo patrimônio histórico de Belo Horizonte.


Mauro Tunes além de alavancar esta idéia, bancou, construiu e mantém até hoje o Museu com recursos próprios sem nenhum uso ou apoio das leis de incentivo à cultura, como também doou todo seu acervo de quadros do artista ao Museu. Buscou entre amigos e colecionadores de todo o país outras doações ou empréstimos e assim complementou o acervo do museu que hoje já conta com mais de 120 obras.


Projetar um Museu é uma idéia que habita os sonhos de qualquer arquiteto que tenha paixão pelo ofício...


Para mim, arquiteto convidado para esta empreitada fica também o enorme privilégio de fazer parte deste importante momento da cultura de Belo Horizonte e a honra de incluir no currículo meu nome ao lado de Inimá de Paula e Rafaello Berti.



SAUL VILELA